A partir do grupo Plexus, banda que tocava Rock copiando os ídolos da época, formaram-se os Perspectiva, uma importante banda no panorama do Rock português, na segunda metade dos anos 70 do século XX. A banda surgiu em 1972 com Orlando Nunes (voz), Agostinho Loureiro (guitarra solo e voz), Vítor Santinho (baixo), Carlos Viana (teclas e voz) e Vítor Ferrão (bateria).
A banda, uma das primeiras a enveredar pelo estilo "sinfónico" e "progressivo" (a par dos Tantra), formou-se no Barreiro. Tó Pinheiro da Silva (guitarra, voz e flauta) que seria membro de outra banda muito importante, nesses anos (Banda do Casaco), entrou nos Perspectiva em 1973.
Após tentarem contrato com a Valentim de Carvalho, através da entrega de uma "maqueta" a Mário Martins, começam a ensaiar a sério (após terem sido expulsos de um local na sua cidade-natal porque faziam muito "barulho", passaram a fazê-lo num velho moinho abandonado) e a participar em muitos espectáculos pelo país.
Em 1976 conseguem um contrato discográfico com a Imavox, onde pontuavam como directores António Pinho e Nuno Rodrigues. O primeiro disco gravado pela banda foi o "single" intitulado "Lá Fora A Cidade", que continha no lado dois o tema "Os Homens da Minha Terra". Os músicos que gravaram este disco foram Vítor Real (voz), Tó Pinheiro da Silva (guitarra solo, flauta e vozes), José Manuel Pereira (guitarra ritmo e vozes), Luís Miguel Luz (guitarra baixo) e Vítor Ferrão (bateria). Participando na gravação, como musico convidado, esteve Carlos Viana, nos teclados.
Estes temas tiveram acompanhamento de uma orquestra sinfónica, para dar um tom mais "sinfónico" à música da banda. Muito elogiado pela crítica, este disco é hoje uma das grandes raridades discográficas portuguesas.
Em 1977 gravam novo "single" com o título "Rei Morto, Rei Posto" em que o lado B era ocupado com o tema "O Oitavo Sorriso". Neste disco o “line-up” da banda foi Vitor Real (voz), Tó Pinheiro da Silva (guitarra solo, flauta e vozes), José Manuel Pereira (guitarra ritmo e vozes), Luís Miguel Luz (baixo), Vítor Ferrão (bateria) e Firmino (congas e vozes).
O letrista ao serviço da banda era José Beiramar que escrevia os poemas com grande intensidade e revelando grandes sentimentos humanísticos e apontando problemas sociológicos comuns ao povo português.
A revista "Rock Em Portugal", à época o único meio de comunicação social a interessar-se pelo fenómeno do Rock cantado ou feito por portugueses foi, desde sempre defensora acérrima da qualidade da banda, tendo-a destacado como uma das "Bandas do Ano" em 1977. Foi também a "Rock Em Portugal" que convidou os Perspectiva a participarem na festa de lançamento da revista, através da participação num Festival Rock no pavilhão do Clube Atlético de Campo de Ourique, em Lisboa, onde os Perspectiva foram os grandes vencedores. Participaram também os Kontrol e os Hosanna.
Em Maio de 1978 a mesma revista produz uma longa entrevista com os membros da banda, que são capa da edição. Nesta entrevista ficou a saber-se as dificuldades que os músicos de Rock passavam na altura. O mercado estava virado para o que vinha do estrangeiro (e ainda não havia Play-Lists nas rádios) e o que era português não era muito bem aceite pelo mercado.
A curiosidade desta entrevista foi a presença numa fotografia do "Nacib" da telenovela brasileira "Gabriela", após o entrevistador ter solicitado a Armando Bogus (infelizmente já falecido) a sua autorização para posar junto com os Perspectiva. Num dos espectáculos ao vivo, realizado nas ruínas do Convento do Carmo, a banda chegou a actuar com a orquestra sinfónica da RDP, mas a experiência não foi muito bem sucedida e acabou por ser abandonada.
Outros temas da banda, tornados conhecidos através dos seus concertos, eram "A Quinta Parte do Mundo" (um longo poema/hino à liberdade) para além de "Sul", "Norte" ou "A Primeira Flor". Esteve programada a gravação daquele que viria a ser o primeiro LP da banda que até tinha título. Seria intitulado "A Quinta Parte do Mundo", mas nunca chegou a ver a luz do dia, porque a banda deu por terminadas as suas actividades musicais.
Após abandonar os Perspectiva, Vítor Ferrão fundou os Tráfego, banda que nunca chegou a actuar em público. Mais tarde Ferrão foi para Espanha onde formou o grupo La Madre Que los Parió e, mais recentemente, os Pirata Cojo, onde também é membro Vítor Real.
Tó Pinheiro da Silva continuou nas lides musicais, não só como membro da Banda do Casaco, até ao seu desaparecimento, mas, também, como técnico de gravação em estúdio e técnico de som. Com esta última especialidade teve oportunidade de correr o mundo, já que foi técnico de som dos Madredeus até 1997. Como técnico de estúdio gravou com uma infinidade de artistas portugueses alguns discos importantíssimos do nosso panorama musical.
* com a colaboração de Vítor Ferrão, actualmente a viver em Espanha. Vítor Ferrão fundou o primeiro grupo do Barreiro chamado Betes, depois os Step Five, os Esquema e os Plexus que deram origem aos Perspectiva.
A apresentar mensagens correspondentes à consulta perspectiva ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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15 agosto 2009
14 abril 2005
BIOGRAFIA PERSPECTIVA
A partir do grupo Plexus, banda que tocava Rock copiando os ídolos da época, formaram-se os Perspectiva, uma importante banda no panorama do Rock português, na Segunda metade dos anos 70 do século XX. O núcleo duro da banda era constituído por Tó Pinheiro da Silva (guitarra, flauta e voz) e Carlos Viana (piano eléctrico). Os restantes membros do grupo eram: Luís Miguel (baixo), Raul Rosa (bateria), Vítor Real(voz). A estes juntar-se-iam, mais tarde, José Firmino (percussões e voz) e José Manuel (guitarra).
A banda, uma das primeiras a enveredar pelo estilo "sinfónico" e "progressivo" (a par dos Tantra), formou-se no Barreiro. Tó Pinheiro da Silva era membro de outra banda muito importante, nessa época, a Banda do Casaco.
Após tentarem contrato com a Valentim de Carvalho, através da entrega de uma "maqueta" a Mário Martins, começam a ensaiar a sério (após terem sido expulsos de um local na sua cidade-natal porque faziam muito "barulho", passaram a fazê-lo num velho moinho abandonado) e a participar em muitos espectáculos pelo país.
Em 1976 conseguem um contrato discográfico com a Imavox, para onde conseguiram entrar após terem sido ouvidos por Sérgio e Madi, produtores dessa companhia discográfica, onde pontuavam como directores António Pinho e Nuno Rodrigues. O primeiro disco gravado pela banda foi o "single" intitulado "Lá Fora A Cidade", que continha no lado dois o tema "Os Homens Da Minha Terra". Estes temas tiveram acompanhamento de uma orquestra sinfónica, para dar um tom mais "sinfónico" à música da banda. Muito elogiado pela crítica, este disco é hoje uma das grandes raridades discográficas portuguesas.
Em 1977 gravam novo "single" com o título "Rei Morto, Rei Posto" em que o lado B era ocupado com o tema "O Oitavo Sorriso". O letrista ao serviço da banda era José Beiramar que escrevia os poemas com grande intensidade e revelando grandes sentimentos humanísticos e apontando problemas sociológicos comuns ao povo português.
A revista "Rock Em Portugal", à época o único meio de comunicação social a interessar-se pelo fenómeno do Rock cantado ou feito por portugueses foi, desde sempre defensora acérrima da qualidade da banda, tendo-a destacado como uma das "Bandas do Ano" em 1977. Foi também a "Rock Em Portugal" que convidou os Perspectiva a participarem na festa de lançamento da revista, através da participação num Festival Rock no pavilhão do Clube Atlético de Campo de Ourique, em Lisboa, onde os Perspectiva foram os grandes vencedores. Participaram também os Kontrol e os Hosanna.
Em Maio de 1978 a mesma revista produz uma longa entrevista com os membros da banda, que são capa da edição. Nesta entrevista ficou a saber-se as dificuldades que os músicos de Rock passavam na altura. O mercado estava virado para o que vinha do estrangeiro (e ainda não havia Play-Lists nas rádios) e o que era português não era muito bem aceite pelo mercado.
A curiosidade desta entrevista foi a presença numa fotografia do "Nacib" da telenovela brasileira "Gabriela", após o entrevistador ter solicitada a Armando Bogus (infelizmente já falecido) a sua autorização para posar junto com os Perspectiva. Num dos espectáculos ao vivo, realizado nas ruínas do Convento do Carmo, a banda chegou a actuar com a orquestra sinfónica da RDP, mas a experiência não foi muito bem sucedida e acabou por ser abandonada.
Outros temas da banda, tornados conhecidos através dos seus concertos, eram "A Quinta Parte Do Mundo"(um longo poema/hino à liberdade) para além de "Sul", "Norte" ou "A Primeira Flor". Esteve programada a gravação daquele que viria a ser o primeiro LP da banda que até tinha título. Seria intitulado "A Quinta Parte Do Mundo", mas nunca chegou a ver a luz do dia, porque a banda deu por terminadas as suas actividades musicais.
Tó Pinheiro da Silva continuou nas lides musicais, não só como membro da Banda do Casaco, até ao seu desaparecimento, mas, também, como técnico de gravação em estúdio e técnico de som. Com esta última especialidade teve oportunidade de correr o mundo, já que foi técnico de som dos Madredeus até 1997. Como técnico de estúdio gravou com uma infinidade de artistas portugueses alguns discos importantíssimos do nosso panorama musical.
A banda, uma das primeiras a enveredar pelo estilo "sinfónico" e "progressivo" (a par dos Tantra), formou-se no Barreiro. Tó Pinheiro da Silva era membro de outra banda muito importante, nessa época, a Banda do Casaco.
Após tentarem contrato com a Valentim de Carvalho, através da entrega de uma "maqueta" a Mário Martins, começam a ensaiar a sério (após terem sido expulsos de um local na sua cidade-natal porque faziam muito "barulho", passaram a fazê-lo num velho moinho abandonado) e a participar em muitos espectáculos pelo país.
Em 1976 conseguem um contrato discográfico com a Imavox, para onde conseguiram entrar após terem sido ouvidos por Sérgio e Madi, produtores dessa companhia discográfica, onde pontuavam como directores António Pinho e Nuno Rodrigues. O primeiro disco gravado pela banda foi o "single" intitulado "Lá Fora A Cidade", que continha no lado dois o tema "Os Homens Da Minha Terra". Estes temas tiveram acompanhamento de uma orquestra sinfónica, para dar um tom mais "sinfónico" à música da banda. Muito elogiado pela crítica, este disco é hoje uma das grandes raridades discográficas portuguesas.
Em 1977 gravam novo "single" com o título "Rei Morto, Rei Posto" em que o lado B era ocupado com o tema "O Oitavo Sorriso". O letrista ao serviço da banda era José Beiramar que escrevia os poemas com grande intensidade e revelando grandes sentimentos humanísticos e apontando problemas sociológicos comuns ao povo português.
A revista "Rock Em Portugal", à época o único meio de comunicação social a interessar-se pelo fenómeno do Rock cantado ou feito por portugueses foi, desde sempre defensora acérrima da qualidade da banda, tendo-a destacado como uma das "Bandas do Ano" em 1977. Foi também a "Rock Em Portugal" que convidou os Perspectiva a participarem na festa de lançamento da revista, através da participação num Festival Rock no pavilhão do Clube Atlético de Campo de Ourique, em Lisboa, onde os Perspectiva foram os grandes vencedores. Participaram também os Kontrol e os Hosanna.
Em Maio de 1978 a mesma revista produz uma longa entrevista com os membros da banda, que são capa da edição. Nesta entrevista ficou a saber-se as dificuldades que os músicos de Rock passavam na altura. O mercado estava virado para o que vinha do estrangeiro (e ainda não havia Play-Lists nas rádios) e o que era português não era muito bem aceite pelo mercado.
A curiosidade desta entrevista foi a presença numa fotografia do "Nacib" da telenovela brasileira "Gabriela", após o entrevistador ter solicitada a Armando Bogus (infelizmente já falecido) a sua autorização para posar junto com os Perspectiva. Num dos espectáculos ao vivo, realizado nas ruínas do Convento do Carmo, a banda chegou a actuar com a orquestra sinfónica da RDP, mas a experiência não foi muito bem sucedida e acabou por ser abandonada.
Outros temas da banda, tornados conhecidos através dos seus concertos, eram "A Quinta Parte Do Mundo"(um longo poema/hino à liberdade) para além de "Sul", "Norte" ou "A Primeira Flor". Esteve programada a gravação daquele que viria a ser o primeiro LP da banda que até tinha título. Seria intitulado "A Quinta Parte Do Mundo", mas nunca chegou a ver a luz do dia, porque a banda deu por terminadas as suas actividades musicais.
Tó Pinheiro da Silva continuou nas lides musicais, não só como membro da Banda do Casaco, até ao seu desaparecimento, mas, também, como técnico de gravação em estúdio e técnico de som. Com esta última especialidade teve oportunidade de correr o mundo, já que foi técnico de som dos Madredeus até 1997. Como técnico de estúdio gravou com uma infinidade de artistas portugueses alguns discos importantíssimos do nosso panorama musical.
01 abril 2005
HISTÓRIA DA REVISTA "ROCK EM PORTUGAL"
A revista "Rock em Portugal" (REP) foi a única revista que se dedicou ao fenómeno do Rock português, antes do "boom" acontecido nos anos 80 de século XX.
Começou a sua edição em Janeiro de 1978, ao preço de 15$00 e com uma tiragem de 10.000 exemplares ( na foto pode ver-se a reprodução da capa do número 1).
O seu director era António José, antigo músico do grupo FBI e , na época , proprietário de uma agência de espectáculos de bandas Rock. O chefe de redacção era o jornalista António Duarte que seria o autor do livro "A Arte Eléctrica De Ser Português- 25 Anos De Rock'N'Portugal", editado no início dos anos 80 e hoje completamente esgotado. António Duarte seria, mais tarde o mentor do projecto musical D.W.Arte que se apresentou por várias vezes ao vivo no Rock Rendez Vous , onde fazia furor pelas suas "performances" que misturavam encenações com música electrónica.
A revista apresentava um formato A5 , com um papel de fraca qualidade.
Algumas das secções da revista eram: "Feedback", onde se contavam pequenas histórias de bandas portuguesas, "Notícias do Pequeno Mundo" , que, como o nome indica, se dedicava a explicar aos leitores as novidades relacionadas com as bandas. Além destas secções habituais havia , ainda, entrevistas com as bandas mais "up- to date". As entrevistas incidiam em nomes como Os Plutónicos, Arte & Ofício, Tantra, Os Faíscas, Aqui D'El Rock, Ananga Ranga, Hosanna, Perspectiva, José Cid, Pesquisa, António Victorino de Almeida, etc.
"Frescas & Boas" era outras das secções da revista que informava os leitores sobre as últimas notícias relacionadas com o fenómeno do Rock português. A secção "Ao Vivo" dava conta dos concertos das bandas um pouco por todo o país. É curioso que , nesta época, as grandes bandas portuguesas tocavam em variadas localidades, sobretudo em Festas e Bailes de Finalistas de Liceus.
A revista contou com vários colaboradores ao longo da sua existência, tais como António Sérgio, Hermínio Clemente ( repórter fotográfico), João Filipe Barbosa, Miguel C. Monteiro (de quem era publicada uma banda desenhada sobre um "Rocker" intitulada "Quico"), Picâpe Roque ( o homem da secção "Discocrítica", onde eram analisados à lupa os lançamentos discográficos mais recentes). Para além da participação destes havia , também, a colaboração de diversos leitores da revista que enviavam as suas crónicas sobre concertos a que tinham assistido. O autor destas linhas viu publicado no número 11 da revista a sua crónica sobre o concerto dos Hosanna no Sabugal.
Devido à falta de apoios de qualquer espécie (apenas alguma publicidade a discos ou a instrumentos musicais a mantinha de pé) a revista não foi saindo com a periodicidade mensal inicialmente prevista e começou a atrasar a sua publicação (por vezes o número que saía referia-se a um período de três meses). No entanto a tiragem inicial de 10.000 exemplares manteve-se até ao seu final.
"Os Mais 77" e "Os Mais 78" eram uma espécie de "prémio" atribuído pela REP aos discos mais representativos da corrente Rock portuguesa. Grupos como os Arte & Ofício, Tantra , Perspectiva , Psico e Beatnicks foram contemplados com o "prémio".
Na secção "Os Poetas Rock" eram publicados poemas de bandas portuguesas e até alguns poemas enviados por leitores que mantivessem uma linha coerente com o fenómeno Rock.
Havia , até, uma secção chamada "Um Pouco de História..." onde eram publicadas biografias de bandas já extintas, mas que tinham sido fundamentais para a divulgação do Rock em Portugal.
"Pizzicato" era a secção dedicada ao correio dos leitores que merecia resposta por parte dos responsáveis da revista.
Na parte final da sua existência a revista começou a ter uma secção intitulada "Pé Na Tábua" que se dedicava ao automobilismo. Segundo foi explicado pelos responsáveis da revista havia muitos leitores que se interessavam por este assunto. O responsável por esta secção extra-musical era Paulo da Cruz Sabino.
A REP chegou a organizar Festivais com a participação de diversas bandas, um pouco à semelhança do que fez a revista "Música & Som".
Na parte final da sua existência a REP começou a ter menos páginas e menos secções e devido à crise que a assolou terminou a sua publicação em Maio de 1979, no número 11.
Passado um ano surgiria em Portugal o "boom" do Rock português através de nomes como Rui Veloso, UHF e GNR. A revista REP foi a uma antecipação a esse fenómeno. Quando muitos portugueses descobriram que se fazia Rock em Portugal, devido à "mediatização" do fenómeno, já a REP tinha feito muito pela divulgação do mesmo.
A revista "Rock em Portugal" (REP) foi a única revista que se dedicou ao fenómeno do Rock português, antes do "boom" acontecido nos anos 80 de século XX.
Começou a sua edição em Janeiro de 1978, ao preço de 15$00 e com uma tiragem de 10.000 exemplares ( na foto pode ver-se a reprodução da capa do número 1).
O seu director era António José, antigo músico do grupo FBI e , na época , proprietário de uma agência de espectáculos de bandas Rock. O chefe de redacção era o jornalista António Duarte que seria o autor do livro "A Arte Eléctrica De Ser Português- 25 Anos De Rock'N'Portugal", editado no início dos anos 80 e hoje completamente esgotado. António Duarte seria, mais tarde o mentor do projecto musical D.W.Arte que se apresentou por várias vezes ao vivo no Rock Rendez Vous , onde fazia furor pelas suas "performances" que misturavam encenações com música electrónica.
A revista apresentava um formato A5 , com um papel de fraca qualidade.
Algumas das secções da revista eram: "Feedback", onde se contavam pequenas histórias de bandas portuguesas, "Notícias do Pequeno Mundo" , que, como o nome indica, se dedicava a explicar aos leitores as novidades relacionadas com as bandas. Além destas secções habituais havia , ainda, entrevistas com as bandas mais "up- to date". As entrevistas incidiam em nomes como Os Plutónicos, Arte & Ofício, Tantra, Os Faíscas, Aqui D'El Rock, Ananga Ranga, Hosanna, Perspectiva, José Cid, Pesquisa, António Victorino de Almeida, etc.
"Frescas & Boas" era outras das secções da revista que informava os leitores sobre as últimas notícias relacionadas com o fenómeno do Rock português. A secção "Ao Vivo" dava conta dos concertos das bandas um pouco por todo o país. É curioso que , nesta época, as grandes bandas portuguesas tocavam em variadas localidades, sobretudo em Festas e Bailes de Finalistas de Liceus.
A revista contou com vários colaboradores ao longo da sua existência, tais como António Sérgio, Hermínio Clemente ( repórter fotográfico), João Filipe Barbosa, Miguel C. Monteiro (de quem era publicada uma banda desenhada sobre um "Rocker" intitulada "Quico"), Picâpe Roque ( o homem da secção "Discocrítica", onde eram analisados à lupa os lançamentos discográficos mais recentes). Para além da participação destes havia , também, a colaboração de diversos leitores da revista que enviavam as suas crónicas sobre concertos a que tinham assistido. O autor destas linhas viu publicado no número 11 da revista a sua crónica sobre o concerto dos Hosanna no Sabugal.
Devido à falta de apoios de qualquer espécie (apenas alguma publicidade a discos ou a instrumentos musicais a mantinha de pé) a revista não foi saindo com a periodicidade mensal inicialmente prevista e começou a atrasar a sua publicação (por vezes o número que saía referia-se a um período de três meses). No entanto a tiragem inicial de 10.000 exemplares manteve-se até ao seu final.
"Os Mais 77" e "Os Mais 78" eram uma espécie de "prémio" atribuído pela REP aos discos mais representativos da corrente Rock portuguesa. Grupos como os Arte & Ofício, Tantra , Perspectiva , Psico e Beatnicks foram contemplados com o "prémio".
Na secção "Os Poetas Rock" eram publicados poemas de bandas portuguesas e até alguns poemas enviados por leitores que mantivessem uma linha coerente com o fenómeno Rock.
Havia , até, uma secção chamada "Um Pouco de História..." onde eram publicadas biografias de bandas já extintas, mas que tinham sido fundamentais para a divulgação do Rock em Portugal.
"Pizzicato" era a secção dedicada ao correio dos leitores que merecia resposta por parte dos responsáveis da revista.
Na parte final da sua existência a revista começou a ter uma secção intitulada "Pé Na Tábua" que se dedicava ao automobilismo. Segundo foi explicado pelos responsáveis da revista havia muitos leitores que se interessavam por este assunto. O responsável por esta secção extra-musical era Paulo da Cruz Sabino.
A REP chegou a organizar Festivais com a participação de diversas bandas, um pouco à semelhança do que fez a revista "Música & Som".
Na parte final da sua existência a REP começou a ter menos páginas e menos secções e devido à crise que a assolou terminou a sua publicação em Maio de 1979, no número 11.
Passado um ano surgiria em Portugal o "boom" do Rock português através de nomes como Rui Veloso, UHF e GNR. A revista REP foi a uma antecipação a esse fenómeno. Quando muitos portugueses descobriram que se fazia Rock em Portugal, devido à "mediatização" do fenómeno, já a REP tinha feito muito pela divulgação do mesmo.
Começou a sua edição em Janeiro de 1978, ao preço de 15$00 e com uma tiragem de 10.000 exemplares ( na foto pode ver-se a reprodução da capa do número 1).
O seu director era António José, antigo músico do grupo FBI e , na época , proprietário de uma agência de espectáculos de bandas Rock. O chefe de redacção era o jornalista António Duarte que seria o autor do livro "A Arte Eléctrica De Ser Português- 25 Anos De Rock'N'Portugal", editado no início dos anos 80 e hoje completamente esgotado. António Duarte seria, mais tarde o mentor do projecto musical D.W.Arte que se apresentou por várias vezes ao vivo no Rock Rendez Vous , onde fazia furor pelas suas "performances" que misturavam encenações com música electrónica.
A revista apresentava um formato A5 , com um papel de fraca qualidade.
Algumas das secções da revista eram: "Feedback", onde se contavam pequenas histórias de bandas portuguesas, "Notícias do Pequeno Mundo" , que, como o nome indica, se dedicava a explicar aos leitores as novidades relacionadas com as bandas. Além destas secções habituais havia , ainda, entrevistas com as bandas mais "up- to date". As entrevistas incidiam em nomes como Os Plutónicos, Arte & Ofício, Tantra, Os Faíscas, Aqui D'El Rock, Ananga Ranga, Hosanna, Perspectiva, José Cid, Pesquisa, António Victorino de Almeida, etc.
"Frescas & Boas" era outras das secções da revista que informava os leitores sobre as últimas notícias relacionadas com o fenómeno do Rock português. A secção "Ao Vivo" dava conta dos concertos das bandas um pouco por todo o país. É curioso que , nesta época, as grandes bandas portuguesas tocavam em variadas localidades, sobretudo em Festas e Bailes de Finalistas de Liceus.
A revista contou com vários colaboradores ao longo da sua existência, tais como António Sérgio, Hermínio Clemente ( repórter fotográfico), João Filipe Barbosa, Miguel C. Monteiro (de quem era publicada uma banda desenhada sobre um "Rocker" intitulada "Quico"), Picâpe Roque ( o homem da secção "Discocrítica", onde eram analisados à lupa os lançamentos discográficos mais recentes). Para além da participação destes havia , também, a colaboração de diversos leitores da revista que enviavam as suas crónicas sobre concertos a que tinham assistido. O autor destas linhas viu publicado no número 11 da revista a sua crónica sobre o concerto dos Hosanna no Sabugal.
Devido à falta de apoios de qualquer espécie (apenas alguma publicidade a discos ou a instrumentos musicais a mantinha de pé) a revista não foi saindo com a periodicidade mensal inicialmente prevista e começou a atrasar a sua publicação (por vezes o número que saía referia-se a um período de três meses). No entanto a tiragem inicial de 10.000 exemplares manteve-se até ao seu final.
"Os Mais 77" e "Os Mais 78" eram uma espécie de "prémio" atribuído pela REP aos discos mais representativos da corrente Rock portuguesa. Grupos como os Arte & Ofício, Tantra , Perspectiva , Psico e Beatnicks foram contemplados com o "prémio".
Na secção "Os Poetas Rock" eram publicados poemas de bandas portuguesas e até alguns poemas enviados por leitores que mantivessem uma linha coerente com o fenómeno Rock.
Havia , até, uma secção chamada "Um Pouco de História..." onde eram publicadas biografias de bandas já extintas, mas que tinham sido fundamentais para a divulgação do Rock em Portugal.
"Pizzicato" era a secção dedicada ao correio dos leitores que merecia resposta por parte dos responsáveis da revista.
Na parte final da sua existência a revista começou a ter uma secção intitulada "Pé Na Tábua" que se dedicava ao automobilismo. Segundo foi explicado pelos responsáveis da revista havia muitos leitores que se interessavam por este assunto. O responsável por esta secção extra-musical era Paulo da Cruz Sabino.
A REP chegou a organizar Festivais com a participação de diversas bandas, um pouco à semelhança do que fez a revista "Música & Som".
Na parte final da sua existência a REP começou a ter menos páginas e menos secções e devido à crise que a assolou terminou a sua publicação em Maio de 1979, no número 11.
Passado um ano surgiria em Portugal o "boom" do Rock português através de nomes como Rui Veloso, UHF e GNR. A revista REP foi a uma antecipação a esse fenómeno. Quando muitos portugueses descobriram que se fazia Rock em Portugal, devido à "mediatização" do fenómeno, já a REP tinha feito muito pela divulgação do mesmo.
A revista "Rock em Portugal" (REP) foi a única revista que se dedicou ao fenómeno do Rock português, antes do "boom" acontecido nos anos 80 de século XX.
Começou a sua edição em Janeiro de 1978, ao preço de 15$00 e com uma tiragem de 10.000 exemplares ( na foto pode ver-se a reprodução da capa do número 1).
O seu director era António José, antigo músico do grupo FBI e , na época , proprietário de uma agência de espectáculos de bandas Rock. O chefe de redacção era o jornalista António Duarte que seria o autor do livro "A Arte Eléctrica De Ser Português- 25 Anos De Rock'N'Portugal", editado no início dos anos 80 e hoje completamente esgotado. António Duarte seria, mais tarde o mentor do projecto musical D.W.Arte que se apresentou por várias vezes ao vivo no Rock Rendez Vous , onde fazia furor pelas suas "performances" que misturavam encenações com música electrónica.
A revista apresentava um formato A5 , com um papel de fraca qualidade.
Algumas das secções da revista eram: "Feedback", onde se contavam pequenas histórias de bandas portuguesas, "Notícias do Pequeno Mundo" , que, como o nome indica, se dedicava a explicar aos leitores as novidades relacionadas com as bandas. Além destas secções habituais havia , ainda, entrevistas com as bandas mais "up- to date". As entrevistas incidiam em nomes como Os Plutónicos, Arte & Ofício, Tantra, Os Faíscas, Aqui D'El Rock, Ananga Ranga, Hosanna, Perspectiva, José Cid, Pesquisa, António Victorino de Almeida, etc.
"Frescas & Boas" era outras das secções da revista que informava os leitores sobre as últimas notícias relacionadas com o fenómeno do Rock português. A secção "Ao Vivo" dava conta dos concertos das bandas um pouco por todo o país. É curioso que , nesta época, as grandes bandas portuguesas tocavam em variadas localidades, sobretudo em Festas e Bailes de Finalistas de Liceus.
A revista contou com vários colaboradores ao longo da sua existência, tais como António Sérgio, Hermínio Clemente ( repórter fotográfico), João Filipe Barbosa, Miguel C. Monteiro (de quem era publicada uma banda desenhada sobre um "Rocker" intitulada "Quico"), Picâpe Roque ( o homem da secção "Discocrítica", onde eram analisados à lupa os lançamentos discográficos mais recentes). Para além da participação destes havia , também, a colaboração de diversos leitores da revista que enviavam as suas crónicas sobre concertos a que tinham assistido. O autor destas linhas viu publicado no número 11 da revista a sua crónica sobre o concerto dos Hosanna no Sabugal.
Devido à falta de apoios de qualquer espécie (apenas alguma publicidade a discos ou a instrumentos musicais a mantinha de pé) a revista não foi saindo com a periodicidade mensal inicialmente prevista e começou a atrasar a sua publicação (por vezes o número que saía referia-se a um período de três meses). No entanto a tiragem inicial de 10.000 exemplares manteve-se até ao seu final.
"Os Mais 77" e "Os Mais 78" eram uma espécie de "prémio" atribuído pela REP aos discos mais representativos da corrente Rock portuguesa. Grupos como os Arte & Ofício, Tantra , Perspectiva , Psico e Beatnicks foram contemplados com o "prémio".
Na secção "Os Poetas Rock" eram publicados poemas de bandas portuguesas e até alguns poemas enviados por leitores que mantivessem uma linha coerente com o fenómeno Rock.
Havia , até, uma secção chamada "Um Pouco de História..." onde eram publicadas biografias de bandas já extintas, mas que tinham sido fundamentais para a divulgação do Rock em Portugal.
"Pizzicato" era a secção dedicada ao correio dos leitores que merecia resposta por parte dos responsáveis da revista.
Na parte final da sua existência a revista começou a ter uma secção intitulada "Pé Na Tábua" que se dedicava ao automobilismo. Segundo foi explicado pelos responsáveis da revista havia muitos leitores que se interessavam por este assunto. O responsável por esta secção extra-musical era Paulo da Cruz Sabino.
A REP chegou a organizar Festivais com a participação de diversas bandas, um pouco à semelhança do que fez a revista "Música & Som".
Na parte final da sua existência a REP começou a ter menos páginas e menos secções e devido à crise que a assolou terminou a sua publicação em Maio de 1979, no número 11.
Passado um ano surgiria em Portugal o "boom" do Rock português através de nomes como Rui Veloso, UHF e GNR. A revista REP foi a uma antecipação a esse fenómeno. Quando muitos portugueses descobriram que se fazia Rock em Portugal, devido à "mediatização" do fenómeno, já a REP tinha feito muito pela divulgação do mesmo.
12 agosto 2009
BIOGRAFIA HOSANNA (corrigida)
O grupo Hosanna apareceu na cena Rock nacional em 1974, com um estilo muito próximo do Hard Rock , influenciado por grupos como os Deep Purple ou os Black Sabath.
Constituídos por Virgílio (voz), Zé André (baixo), Jorge Bilas (guitarra), Dógora (bateria),Leca (teclas) e Luís Miguéns (guitarra) *, os Hosanna eram dos grupos portugueses que mais actuações faziam, em Portugal.
Passado pouco tempo, a formação muda e só fica Zé André. Entram Alberto Gomes, Agnelo Monteiro, Celso,João Carlos, Mário Ceia e Agnelo Monteiro **.
Tocando sobretudo em Bailes de Finalistas e outras festas dos estudantes liceais, o grupo conseguiu arregimentar uma grande legião de fãs.
A indumentária dos membros da banda ( calças à boca de sino e cabelo comprido) era uma das imagens de marca do grupo.
Nunca chegaram a gravar qualquer disco porque ,na época, tal era muito difícil; mesmo para grupos como os Hosanna que tinham público fiel.
O seu repertório era composto por temas cantados em português , dentro do estilo Rock pesado.
Ficaram famosos os sons que Agnelo conseguia tirar dos seus diversos teclados ( e do "Lesley" a eles associado), sobrepostos uns nos outros, tal como as "performances" de João Carlos.
Em 1978 dá-se uma mudança no line-up da banda: saem João Carlos( que passa a ser vocalista dos A Ferro e Fogo) e Mário Ceia e entram para os seus lugares, respectivamente João Teixeira e Aristides Serafim.
O grupo faz muitos espectáculos nos distritos de Castelo Branco e Guarda. Em 21 de Novembro de 1979, o grupo actua num Baile de Finalistas do Externato Secundário do Sabugal , que motivou um artigo na revista " Rock em Portugal" , à época o único meio de comunicação social que se referia, quase exclusivamente, ao Rock português.
É preciso notar que Rui Veloso ainda não tinha surgido na cena musical.
Das suas composições , a que ficou mais conhecida foi " Se eu Fosse Deus ou Rei", com letra de João Teixeira e música de Agnelo Monteiro.
O grupo termina a sua carreira em 1980. João Teixeira consegue um contrato discográfico, em 1982, e sob o pseudónimo de JTX chega a gravar e editar um LP, com um tipo de música próximo da Pop. Experiência que não teve continuidade e ninguém mais ouviu falar de JTX.
Agnelo passa a tocar em grupos de baile e João Carlos continua , ainda hoje, com os Ferro & Fogo (que sucederam aos A Ferro e Fogo).
* Esta formação foi a que foi publicada na segunda e terceira edições do meu livro – informação prestada por Luís Miguéns, aliás com um agradecimento no início das edições.
** Hoje recebi a informação, prestada num comentário deste blog, por um filho de um dos membros, chamado Pedro, (embora não refira de que membro era filho) de que a banda se iniciou em 1974 com esta formação: Jorge Horta (guitarra), Dógora (bateria), Zé André (baixo), Vírgilio (vocalista), e Agnelo (teclas).
Há aqui contradições porque, segundo Luís Miguéns, o Agnelo não foi fundador. No entanto, em conversa com um músico da época ( Luís Miguel Luz, dos Perspectiva) foi-me dito que, na realidade, os Hosanna eram conhecidos como o grupo do “indiano” (Agnelo), o que é referido nas revistas da época.
É , realmente, difícil conseguir encontrar a verdade, neste como noutros grupos, porque vários membros passaram pelas formações e cada um tem uma perspectiva diferente do que se passou.
Ontem, por exemplo, recebi um e-mail de um membro dos Perspectiva (Vítor Ferrão, a viver em Espanha) que diz ser fundador e apresenta a formação original com outros membros (embora refira que os que gravaram os dois singles já eram outros).
Constituídos por Virgílio (voz), Zé André (baixo), Jorge Bilas (guitarra), Dógora (bateria),Leca (teclas) e Luís Miguéns (guitarra) *, os Hosanna eram dos grupos portugueses que mais actuações faziam, em Portugal.
Passado pouco tempo, a formação muda e só fica Zé André. Entram Alberto Gomes, Agnelo Monteiro, Celso,João Carlos, Mário Ceia e Agnelo Monteiro **.
Tocando sobretudo em Bailes de Finalistas e outras festas dos estudantes liceais, o grupo conseguiu arregimentar uma grande legião de fãs.
A indumentária dos membros da banda ( calças à boca de sino e cabelo comprido) era uma das imagens de marca do grupo.
Nunca chegaram a gravar qualquer disco porque ,na época, tal era muito difícil; mesmo para grupos como os Hosanna que tinham público fiel.
O seu repertório era composto por temas cantados em português , dentro do estilo Rock pesado.
Ficaram famosos os sons que Agnelo conseguia tirar dos seus diversos teclados ( e do "Lesley" a eles associado), sobrepostos uns nos outros, tal como as "performances" de João Carlos.
Em 1978 dá-se uma mudança no line-up da banda: saem João Carlos( que passa a ser vocalista dos A Ferro e Fogo) e Mário Ceia e entram para os seus lugares, respectivamente João Teixeira e Aristides Serafim.
O grupo faz muitos espectáculos nos distritos de Castelo Branco e Guarda. Em 21 de Novembro de 1979, o grupo actua num Baile de Finalistas do Externato Secundário do Sabugal , que motivou um artigo na revista " Rock em Portugal" , à época o único meio de comunicação social que se referia, quase exclusivamente, ao Rock português.
É preciso notar que Rui Veloso ainda não tinha surgido na cena musical.
Das suas composições , a que ficou mais conhecida foi " Se eu Fosse Deus ou Rei", com letra de João Teixeira e música de Agnelo Monteiro.
O grupo termina a sua carreira em 1980. João Teixeira consegue um contrato discográfico, em 1982, e sob o pseudónimo de JTX chega a gravar e editar um LP, com um tipo de música próximo da Pop. Experiência que não teve continuidade e ninguém mais ouviu falar de JTX.
Agnelo passa a tocar em grupos de baile e João Carlos continua , ainda hoje, com os Ferro & Fogo (que sucederam aos A Ferro e Fogo).
* Esta formação foi a que foi publicada na segunda e terceira edições do meu livro – informação prestada por Luís Miguéns, aliás com um agradecimento no início das edições.
** Hoje recebi a informação, prestada num comentário deste blog, por um filho de um dos membros, chamado Pedro, (embora não refira de que membro era filho) de que a banda se iniciou em 1974 com esta formação: Jorge Horta (guitarra), Dógora (bateria), Zé André (baixo), Vírgilio (vocalista), e Agnelo (teclas).
Há aqui contradições porque, segundo Luís Miguéns, o Agnelo não foi fundador. No entanto, em conversa com um músico da época ( Luís Miguel Luz, dos Perspectiva) foi-me dito que, na realidade, os Hosanna eram conhecidos como o grupo do “indiano” (Agnelo), o que é referido nas revistas da época.
É , realmente, difícil conseguir encontrar a verdade, neste como noutros grupos, porque vários membros passaram pelas formações e cada um tem uma perspectiva diferente do que se passou.
Ontem, por exemplo, recebi um e-mail de um membro dos Perspectiva (Vítor Ferrão, a viver em Espanha) que diz ser fundador e apresenta a formação original com outros membros (embora refira que os que gravaram os dois singles já eram outros).
19 setembro 2008
DISCOGRAFIA BÁSICA DO ROCK PORTUGUÊS
O disco que é, hoje, objecto de consideração é o single "Lá Fora A Cidade" , dos PERSPECTIVA.
Um single de 1977 editado pela Imavox ( referência IM- 10.124), com o lado B a ser ocupado por "Os Homens Da Minha Terra".
Os PERSPECTIVA eram uma banda do Barreiro, comandada por Tó Pinheiro da Silva (também membro da Banda do Casaco).
O seu som era caracterizado por ter uma grande dose de "sinfonismo". Talvez a banda mais "sinfónica" do Rock nacional fossem os PERSPECTIVA. Até chegaram a tocar ao vivo, com uma Orquestra Sinfónica. Na gravação destes dois temas contaram, também, com a colaboração de uma Orquestra Sinfónica.
As letras destes dois temas são da autoria de José Beiramar ( o letrista de serviço da banda) e são do melhor que se produzia na época, com preocupações sociais bem vincadas.
Por tudo isto, este single tinha que figurar na Discografia Básica do Rock Português.
Um single de 1977 editado pela Imavox ( referência IM- 10.124), com o lado B a ser ocupado por "Os Homens Da Minha Terra".
Os PERSPECTIVA eram uma banda do Barreiro, comandada por Tó Pinheiro da Silva (também membro da Banda do Casaco).
O seu som era caracterizado por ter uma grande dose de "sinfonismo". Talvez a banda mais "sinfónica" do Rock nacional fossem os PERSPECTIVA. Até chegaram a tocar ao vivo, com uma Orquestra Sinfónica. Na gravação destes dois temas contaram, também, com a colaboração de uma Orquestra Sinfónica.
As letras destes dois temas são da autoria de José Beiramar ( o letrista de serviço da banda) e são do melhor que se produzia na época, com preocupações sociais bem vincadas.
Por tudo isto, este single tinha que figurar na Discografia Básica do Rock Português.
Etiquetas:
Discografia Básica do Rock português
22 março 2008
CACHETS DE BANDAS NOS ANOS 70
FAÍSCAS- 25 contos
AQUI D'EL ROCK- 35 contos
TANTRA- 80 contos
GO GRAAL BLUES BAND- 50 contos
UHF- 30 contos
PERSPECTIVA- 45 contos
ANANGA- RANGA- 40 contos
ABRALAS- 59 contos (por 3 noites)
PERSPECTIVA- 62, 5 contos (por 4 noites)
ELO- 28 contos
BEATNICKS- 35 contos
RENOVAÇÃO- 30 contos
HOBNOB- 25 contos
HOSANNA- 30 contos
FERRO & FOGO -30 contos
CONCERTOS A 300 KM de LISBOA ou PORTO
AQUI D'EL ROCK- 35 contos
TANTRA- 80 contos
GO GRAAL BLUES BAND- 50 contos
UHF- 30 contos
PERSPECTIVA- 45 contos
ANANGA- RANGA- 40 contos
ABRALAS- 59 contos (por 3 noites)
PERSPECTIVA- 62, 5 contos (por 4 noites)
ELO- 28 contos
BEATNICKS- 35 contos
RENOVAÇÃO- 30 contos
HOBNOB- 25 contos
HOSANNA- 30 contos
FERRO & FOGO -30 contos
CONCERTOS A 300 KM de LISBOA ou PORTO
19 março 2005
31 maio 2007
13 junho 2009
19 março 2007
14 março 2010
LOCAIS DE VENDA DO LIVRO E CONTEÚDO
O livro encontra-se à venda nas lojas Prog CD's (em Lisboa) e CDGO.COM (no Porto). Pode ser encomendado pelos seus sites em www.progcds.com e www.cdgo.com
Também pode ser encomendado directamente para o meu e-mail: akapunkrural@gmail.com
Também se encontra à venda no site do miau, em www.miau.pt (secção discos de vinil música portuguesa)
Conteúdo: Biografias de Adelaide Ferreira,Alarme, Alcoolémia, António Manuel Ribeiro, Archétypo 120, Bramassaji, Corpo Diplomático, FM, Grupo de Baile, José Cid, Manifesto, Mata-Ratos, Os Jets, Quinteto Académico, Satan's Saints, Tarantula, URB, Xarhanga, Xeque Mate
Entrevistas com: Daniel Bacelar, António Manuel Ribeiro, Manelito (Alcoolémia), Manuel Barreto (Ananga- Ranga),Carlos Barata (Kama-Sutra), Aurélio Malva(Manifesto), Eduardo Rocha (FM), João San Payo (Peste & Sida), João Moutinho, Jorge Trindade (Iodo), José Serra (Aqui D'el Rock), Luís Beethoven (Ópera Nova e FAS), Luís Miguéns (Hosanna), António Garcez (Roxigénio), Luís Miguel Luz (Perspectiva), Tó Andrade (Go Graal Blues Band), Sérgio Castro (Arte & Ofício),Zymon (Blasted Mechanism),etc., etc.
onde todos relatam episódios curiosos e desconhecidos, para além de fazerem uma análise ao fenómeno do Rock português, Relatos de concertos com Arte & Ofício, Faíscas, Taxi, Jáfumega, Tantra, UHF e Xutos (este dois últimos no início das carreiras).
Mais bibliografia, curiosidades do Rock português, memorabilia, fotos de concertos, etc. GOSTARIA DE RECEBER FEEDBACK NESTE BLOG DE QUEM JÁ LEU O LIVRO
Também pode ser encomendado directamente para o meu e-mail: akapunkrural@gmail.com
Também se encontra à venda no site do miau, em www.miau.pt (secção discos de vinil música portuguesa)
Conteúdo: Biografias de Adelaide Ferreira,Alarme, Alcoolémia, António Manuel Ribeiro, Archétypo 120, Bramassaji, Corpo Diplomático, FM, Grupo de Baile, José Cid, Manifesto, Mata-Ratos, Os Jets, Quinteto Académico, Satan's Saints, Tarantula, URB, Xarhanga, Xeque Mate
Entrevistas com: Daniel Bacelar, António Manuel Ribeiro, Manelito (Alcoolémia), Manuel Barreto (Ananga- Ranga),Carlos Barata (Kama-Sutra), Aurélio Malva(Manifesto), Eduardo Rocha (FM), João San Payo (Peste & Sida), João Moutinho, Jorge Trindade (Iodo), José Serra (Aqui D'el Rock), Luís Beethoven (Ópera Nova e FAS), Luís Miguéns (Hosanna), António Garcez (Roxigénio), Luís Miguel Luz (Perspectiva), Tó Andrade (Go Graal Blues Band), Sérgio Castro (Arte & Ofício),Zymon (Blasted Mechanism),etc., etc.
onde todos relatam episódios curiosos e desconhecidos, para além de fazerem uma análise ao fenómeno do Rock português, Relatos de concertos com Arte & Ofício, Faíscas, Taxi, Jáfumega, Tantra, UHF e Xutos (este dois últimos no início das carreiras).
Mais bibliografia, curiosidades do Rock português, memorabilia, fotos de concertos, etc. GOSTARIA DE RECEBER FEEDBACK NESTE BLOG DE QUEM JÁ LEU O LIVRO
28 maio 2010
Uma carta que enviei para a revista Blitz e não foi publicada na revista de Junho 2010 (saída hoje)
Na Blitz n.º 47, de Maio de 2010, Luís Miguel Abreu conta a história do nascimento do álbum “Ar de Rock” de Rui Veloso.
Às tantas, nesse artigo, aparece uma citação de Francisco Vasconcelos (da Valentim de Carvalho) em que refere: “Com o Rui Veloso entrou o social e saiu a política da música popular”.
Ora, isto é um mito tão grande como o de dizer e escrever-se, ainda hoje, que Rui Veloso é o “pai do Rock português”.
Para além de Francisco Vasconcelos há muita gente que continua a proclamar esse mito aos quatro ventos. Bem se sabe que uma mentira mil vezes repetida, acaba por se tornar uma verdade.
Refira-se a propósito (e não é de mais lembrá-lo) que o álbum “Com as Minhas Tamanquinhas” de José Afonso foi, por um painel de críticos musicais da fornada pós- 25 de Novembro, considerado o pior disco do ano de 1976. Já nenhum desses críticos se deve lembrar disso porque, hoje, José Afonso é, quase unanimemente, considerado o maior génio criativo de todo o universo musical português.
Porque é que esse disco foi considerado o pior desse ano? Exactamente porque era um disco político, o mais político e datado de todos os discos de José Afonso, mas que ele, na sua coerência, considerava o seu melhor disco de sempre.
Quem ler as afirmações de Francisco Vasconcelos (e de outros que continuam a propalar o mito) fica com a ideia de que José Afonso e as suas canções eram presença habitual nos meios de comunicação social, da época pré-“boom” e pós -25 de Novembro. Pois, nada disso é verdade. José Afonso só foi convidado para cantar na RTP em 1981 e com a condição de só cantar fados de Coimbra, aquando do lançamento do seu LP “Fados de Coimbra e Outras Canções”.
Eu, que tinha 20 anos no ano do lançamento de “Ar de Rock”, lembro-me bem de ouvir na rádio os Arte & Ofício, os Perspectiva, os Tantra e tantos outros grupos portugueses de música Pop/Rock que nada tinham a ver com música política.
Devo dizer que eu nem sequer conhecia os Trovante, nem o Grupo Outubro, nem outros tantos cantores e grupos de música chamada de intervenção que surgiram no rescaldo do 25 de Novembro. No entanto conhecia e via ao vivo os grupos de Rock português que estavam em voga. Foi assim que, em 1978, apesar de viver na província, tive oportunidade de ver ao vivo bandas como os Faíscas, Arte & Ofício, Hosanna, Ananga-Ranga, Elo, Tantra e tantas outras, antes do lançamento de “Ar de Rock”.
Se é verdade que entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975 não existiu quase espaço para qualquer música fora do contexto político, também é verdade que, após o 25 de Novembro se passou o contrário, isto é, os cantores e grupos de intervenção passaram a ter o seu espaço reduzido no que se refere à transmissão da sua música nas rádios nacionais.
Rui Miguel Abreu já tinha escrito um artigo, intitulado “Rock Em Portugal Anos 70 Eléctricos & Revolucionários” na Blitz n.º 7, de Janeiro de 2007, que conta de uma maneira séria e honesta a história do Rock português pré-“boom”.
Há, portanto, uma aparente contradição entre o que refere Francisco Vasconcelos e o que foi escrito por Rui Miguel Abreu, na Biltz de Janeiro de 2007.
Às tantas, nesse artigo, aparece uma citação de Francisco Vasconcelos (da Valentim de Carvalho) em que refere: “Com o Rui Veloso entrou o social e saiu a política da música popular”.
Ora, isto é um mito tão grande como o de dizer e escrever-se, ainda hoje, que Rui Veloso é o “pai do Rock português”.
Para além de Francisco Vasconcelos há muita gente que continua a proclamar esse mito aos quatro ventos. Bem se sabe que uma mentira mil vezes repetida, acaba por se tornar uma verdade.
Refira-se a propósito (e não é de mais lembrá-lo) que o álbum “Com as Minhas Tamanquinhas” de José Afonso foi, por um painel de críticos musicais da fornada pós- 25 de Novembro, considerado o pior disco do ano de 1976. Já nenhum desses críticos se deve lembrar disso porque, hoje, José Afonso é, quase unanimemente, considerado o maior génio criativo de todo o universo musical português.
Porque é que esse disco foi considerado o pior desse ano? Exactamente porque era um disco político, o mais político e datado de todos os discos de José Afonso, mas que ele, na sua coerência, considerava o seu melhor disco de sempre.
Quem ler as afirmações de Francisco Vasconcelos (e de outros que continuam a propalar o mito) fica com a ideia de que José Afonso e as suas canções eram presença habitual nos meios de comunicação social, da época pré-“boom” e pós -25 de Novembro. Pois, nada disso é verdade. José Afonso só foi convidado para cantar na RTP em 1981 e com a condição de só cantar fados de Coimbra, aquando do lançamento do seu LP “Fados de Coimbra e Outras Canções”.
Eu, que tinha 20 anos no ano do lançamento de “Ar de Rock”, lembro-me bem de ouvir na rádio os Arte & Ofício, os Perspectiva, os Tantra e tantos outros grupos portugueses de música Pop/Rock que nada tinham a ver com música política.
Devo dizer que eu nem sequer conhecia os Trovante, nem o Grupo Outubro, nem outros tantos cantores e grupos de música chamada de intervenção que surgiram no rescaldo do 25 de Novembro. No entanto conhecia e via ao vivo os grupos de Rock português que estavam em voga. Foi assim que, em 1978, apesar de viver na província, tive oportunidade de ver ao vivo bandas como os Faíscas, Arte & Ofício, Hosanna, Ananga-Ranga, Elo, Tantra e tantas outras, antes do lançamento de “Ar de Rock”.
Se é verdade que entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975 não existiu quase espaço para qualquer música fora do contexto político, também é verdade que, após o 25 de Novembro se passou o contrário, isto é, os cantores e grupos de intervenção passaram a ter o seu espaço reduzido no que se refere à transmissão da sua música nas rádios nacionais.
Rui Miguel Abreu já tinha escrito um artigo, intitulado “Rock Em Portugal Anos 70 Eléctricos & Revolucionários” na Blitz n.º 7, de Janeiro de 2007, que conta de uma maneira séria e honesta a história do Rock português pré-“boom”.
Há, portanto, uma aparente contradição entre o que refere Francisco Vasconcelos e o que foi escrito por Rui Miguel Abreu, na Biltz de Janeiro de 2007.
20 março 2008
Outras bandas de Rock português, dos anos 70 , nunca referidas neste blog:
ASA
RENOVAÇÃO
KONTROL
OGIVA
TRÁFEGO
PSYCHADELIC SET
TERRAKIA
FICHA TRIPLA
DÉKADA
CLÃ
NAJAN
SANAYÉ
Os Clã eram de Coimbra. Os Psychadelic Set eram do Fundão e gravaram um LP. Depois, alguns dos músicos da banda gravaram discos sob o nome de Pedra D'Hera
Os Terrakia eram a banda de Paulo Pedro Gonçalves, antes dos FAÍSCAS. Os Kontrol eram de Torres Novas.
Os Najan eram de Oliveira do Hospital.
Os Tráfego eram do Barreiro e constituídos por alguns membros dos PERSPECTIVA.
RENOVAÇÃO
KONTROL
OGIVA
TRÁFEGO
PSYCHADELIC SET
TERRAKIA
FICHA TRIPLA
DÉKADA
CLÃ
NAJAN
SANAYÉ
Os Clã eram de Coimbra. Os Psychadelic Set eram do Fundão e gravaram um LP. Depois, alguns dos músicos da banda gravaram discos sob o nome de Pedra D'Hera
Os Terrakia eram a banda de Paulo Pedro Gonçalves, antes dos FAÍSCAS. Os Kontrol eram de Torres Novas.
Os Najan eram de Oliveira do Hospital.
Os Tráfego eram do Barreiro e constituídos por alguns membros dos PERSPECTIVA.
06 janeiro 2008
MEMÓRIAS DO ROCK PORTUGUÊS- Novo Tomo
Após ter sido alertado pelo José Soares verifiquei que ele tinha razão. Pensei melhor e decidi que a nova edição do livro será "Memórias do Rock Português II Volume".
O que eu pretendo, agora, é fazer um novo volume, não penalizando quem já comprou a 1.ª e 2.ª edição do livro, uma vez que não valerá a pena estar a repetir o que já saiu nas edições precedentes.
Assim, o livro será composto por novas biografias (não contempladas nas edições anteriores) de bandas e artistas como DANIEL BACELAR, BAN, MATA RATOS, XEQUE MATE, QUINTETO ACADÉMICO, THILO's COMBO,ZECA DO ROCK, BRAMASSAJI, CLÃ,BLASTED MECHANISM etc.
No entanto , serão ainda publicadas algumas biografias de bandas que sairam nas edições precedentes, mas que , entretanto, necessitam de ser actualizadas, porque novos trabalhos foram editados ou porque necessitam de uma revisão mais profunda.
Seguem-se 21 entrevistas com bandas e artistas de Rock português, como ARTE & OFÍCIO, BLASTED MECHANISM,MIOSÓTIS,ANÍBAL MIRANDA, DANIEL BACELAR,PESTE & SIDA,MANIFESTO,PERSPECTIVA, AQUI D'EL ROCK, ANANGA-RANGA,KAMA-SUTRA, HOSANNA,GO GRAAL BLUES BAND,UHF, SATURNIA, QUINTA DO BILL, etc, realizadas a membros actuais ou a sobreviventes (no caso de bandas já extintas).
A capa do livro será, também , alterada e haverá espaço para a DISCOGRAFIA BÁSICA DO ROCK PORTUGUÊS, actualizada, bem como a BIBLIOGRAFIA (também actualizada).
Como sempre, o livro terá muitas ilustrações.
A parte inicial do livro, onde se conta a história do Rock português (desde os primórdios)não irá aparecer , neste novo volume, para não estar a repetir.
Penso que , deste modo, se consegue ter uma obra mais atractiva e não se prejudica quem já adquiriu as edições anteriores.
Não sei é quando isto poderá estar disponível, uma vez que disponho de pouco tempo e o facto de estar a trabalhar longe de casa prejudica.
O que eu pretendo, agora, é fazer um novo volume, não penalizando quem já comprou a 1.ª e 2.ª edição do livro, uma vez que não valerá a pena estar a repetir o que já saiu nas edições precedentes.
Assim, o livro será composto por novas biografias (não contempladas nas edições anteriores) de bandas e artistas como DANIEL BACELAR, BAN, MATA RATOS, XEQUE MATE, QUINTETO ACADÉMICO, THILO's COMBO,ZECA DO ROCK, BRAMASSAJI, CLÃ,BLASTED MECHANISM etc.
No entanto , serão ainda publicadas algumas biografias de bandas que sairam nas edições precedentes, mas que , entretanto, necessitam de ser actualizadas, porque novos trabalhos foram editados ou porque necessitam de uma revisão mais profunda.
Seguem-se 21 entrevistas com bandas e artistas de Rock português, como ARTE & OFÍCIO, BLASTED MECHANISM,MIOSÓTIS,ANÍBAL MIRANDA, DANIEL BACELAR,PESTE & SIDA,MANIFESTO,PERSPECTIVA, AQUI D'EL ROCK, ANANGA-RANGA,KAMA-SUTRA, HOSANNA,GO GRAAL BLUES BAND,UHF, SATURNIA, QUINTA DO BILL, etc, realizadas a membros actuais ou a sobreviventes (no caso de bandas já extintas).
A capa do livro será, também , alterada e haverá espaço para a DISCOGRAFIA BÁSICA DO ROCK PORTUGUÊS, actualizada, bem como a BIBLIOGRAFIA (também actualizada).
Como sempre, o livro terá muitas ilustrações.
A parte inicial do livro, onde se conta a história do Rock português (desde os primórdios)não irá aparecer , neste novo volume, para não estar a repetir.
Penso que , deste modo, se consegue ter uma obra mais atractiva e não se prejudica quem já adquiriu as edições anteriores.
Não sei é quando isto poderá estar disponível, uma vez que disponho de pouco tempo e o facto de estar a trabalhar longe de casa prejudica.
13 abril 2010
Crítica ao 2.º Volume de "Memórias do Rock Português- 2.º Volume" no Blog UNDER REVIEW
Memórias do Rock Português Vol.2
Aristides Duarte, Edição de Autor, 2010
Após várias edições revistas do primeiro volume, Aristides Duarte, o autor do tomo e mentor do blogue "Rock em Portugal" sentiu necessidade de dar continuação ao trabalho anteriormente encetado. E em boa hora o fez pois tem sido, sem qualquer sombra de dúvida, um dos maiores divulgadores da História do Rock feito em Portugal, desde as suas origens até aos dias de hoje. Este novo trabalho tem méritos e defeitos, como todos os trabalhos, devendo revelar-se que não se espere no mesmo algo demasiadamente erudito, antes uma compilação de memórias e ideias que, a não ser desta forma, se perderiam na bruma dos tempos. Começando pelo que, na minha opinião, deveria ter sido alvo de melhor trabalho, volto a reiterar a ideia de que o trabalho gráfico da capa não tem sido bem sucedido. Eu que fôra crítico da capa do primeiro volume, tenho que confessar que já tenho saudade da mesma... O prefácio de António Manuel Ribeiro deveria ter sido também, na minha modesta opinião, substituído, por forma a não tornar maçadora a leitura a quem o compra e já conhece os trabalhos anteriores do autor. O autor poderia ter solicitado a outra figura de proa da música nacional uma revisão do ponto de vista, diversificando inclusive a óptica de quem gosta do fenómeno. Passando aos pontos positivos há a referir a apresentação de novas biografias de algumas bandas que haviam ficado esquecidas no volume anterior e/ou que assumiram um papel mais relevante na história do rock feito no nosso país. O critério de organização foi o alfabético, o que é sempre politicamente correcto, mas dificulta a organização interna do trabalho, não lhe conferindo uma espinha dorsal equilibrada. Nesta área são sugeridas novas imagens e elementos pictográficos relacionados com os artistas seleccionados, acrescentando valor à edição. O livro entra então na sua segunda parte, a das entrevistas que foi para mim a maior e melhor surpresa, proporcionando-me umas boas horas de leitura e até momentos de excelente disposição. O autor teve a feliz ideia de activar os seus contactos e coloca-los a narrar histórias interessantíssimas e ainda não reveladas. É assim possível termos conhecimento de situações verdadeiramente mirabolantes narradas na primeira pessoa por músicos de diversas gerações que nos confirmam a ideia de que isto de fazer música em Portugal nunca foi fácil. Músicos como António Manuel Ribeiro (UHF), Manelito (Alcoolémia), Manuel Barreto (Ananga-Ranga), Aníbal Miranda, António Garcez (Roxigènio), Aurélio Malva (Manifesto), Carlos Barata (Kama-Sutra), Daniel Bacelar, Eduardo Rocha (FM), Arménio Santa (Ginga), João Moutinho, João San Payo (Peste & Sida), Jorge Trindade (Iodo), José Serra (Aqui d'el Rock), Luís Beethoven (Opera Nova), , Luís Miguéns (Hosanna), Carlos Moisés (Quinta do Bill), Paulo Chagas (Miosótis), Luís Miguel Luz (Perspectiva), Luís Simões (Saturnia), Sérgio Castro (Arte & Ofício), Tó Andrade (Go Graal Blues Band), Zé Leonlel (Ex-Votos) ou Zymon (Blasted Mechanism) têm realmente coisas a contar, umas com mais interesse que outras, naturalmente. Para mim, está aqui a verdadeira gema preciosa deste trabalho, perpetuando factos, dando voz a quem já não a tem ou anda com paradeiro incerto na sua vida quotidiana actual. Isto é História! O trabalho do autor é depois complementado com crónicas de concertos a que este assistiu - esforço interessante de narração de uma época em que tudo se jogava no fio da navalha -, uma acessória e pouco consequente crítica ao mais recente trabalho dos Revolta, curiosidades do rock português e um compêndio de fotografias raras, memorabilia e capas de discos, parte que é sempre interessante estar preservada em papel pois a internet tem carácter fugaz. Em resumo, trata-se de um livro que vale a pena procurar e adquirir não apenas porque revela a paixão de Aristides Duarte pela música nacional mas também porque não tardará a revelar-se como mais um dos marcos de perpetuação de uma história que continua a ter tudo para ser volátil.
Aristides Duarte, Edição de Autor, 2010
Após várias edições revistas do primeiro volume, Aristides Duarte, o autor do tomo e mentor do blogue "Rock em Portugal" sentiu necessidade de dar continuação ao trabalho anteriormente encetado. E em boa hora o fez pois tem sido, sem qualquer sombra de dúvida, um dos maiores divulgadores da História do Rock feito em Portugal, desde as suas origens até aos dias de hoje. Este novo trabalho tem méritos e defeitos, como todos os trabalhos, devendo revelar-se que não se espere no mesmo algo demasiadamente erudito, antes uma compilação de memórias e ideias que, a não ser desta forma, se perderiam na bruma dos tempos. Começando pelo que, na minha opinião, deveria ter sido alvo de melhor trabalho, volto a reiterar a ideia de que o trabalho gráfico da capa não tem sido bem sucedido. Eu que fôra crítico da capa do primeiro volume, tenho que confessar que já tenho saudade da mesma... O prefácio de António Manuel Ribeiro deveria ter sido também, na minha modesta opinião, substituído, por forma a não tornar maçadora a leitura a quem o compra e já conhece os trabalhos anteriores do autor. O autor poderia ter solicitado a outra figura de proa da música nacional uma revisão do ponto de vista, diversificando inclusive a óptica de quem gosta do fenómeno. Passando aos pontos positivos há a referir a apresentação de novas biografias de algumas bandas que haviam ficado esquecidas no volume anterior e/ou que assumiram um papel mais relevante na história do rock feito no nosso país. O critério de organização foi o alfabético, o que é sempre politicamente correcto, mas dificulta a organização interna do trabalho, não lhe conferindo uma espinha dorsal equilibrada. Nesta área são sugeridas novas imagens e elementos pictográficos relacionados com os artistas seleccionados, acrescentando valor à edição. O livro entra então na sua segunda parte, a das entrevistas que foi para mim a maior e melhor surpresa, proporcionando-me umas boas horas de leitura e até momentos de excelente disposição. O autor teve a feliz ideia de activar os seus contactos e coloca-los a narrar histórias interessantíssimas e ainda não reveladas. É assim possível termos conhecimento de situações verdadeiramente mirabolantes narradas na primeira pessoa por músicos de diversas gerações que nos confirmam a ideia de que isto de fazer música em Portugal nunca foi fácil. Músicos como António Manuel Ribeiro (UHF), Manelito (Alcoolémia), Manuel Barreto (Ananga-Ranga), Aníbal Miranda, António Garcez (Roxigènio), Aurélio Malva (Manifesto), Carlos Barata (Kama-Sutra), Daniel Bacelar, Eduardo Rocha (FM), Arménio Santa (Ginga), João Moutinho, João San Payo (Peste & Sida), Jorge Trindade (Iodo), José Serra (Aqui d'el Rock), Luís Beethoven (Opera Nova), , Luís Miguéns (Hosanna), Carlos Moisés (Quinta do Bill), Paulo Chagas (Miosótis), Luís Miguel Luz (Perspectiva), Luís Simões (Saturnia), Sérgio Castro (Arte & Ofício), Tó Andrade (Go Graal Blues Band), Zé Leonlel (Ex-Votos) ou Zymon (Blasted Mechanism) têm realmente coisas a contar, umas com mais interesse que outras, naturalmente. Para mim, está aqui a verdadeira gema preciosa deste trabalho, perpetuando factos, dando voz a quem já não a tem ou anda com paradeiro incerto na sua vida quotidiana actual. Isto é História! O trabalho do autor é depois complementado com crónicas de concertos a que este assistiu - esforço interessante de narração de uma época em que tudo se jogava no fio da navalha -, uma acessória e pouco consequente crítica ao mais recente trabalho dos Revolta, curiosidades do rock português e um compêndio de fotografias raras, memorabilia e capas de discos, parte que é sempre interessante estar preservada em papel pois a internet tem carácter fugaz. Em resumo, trata-se de um livro que vale a pena procurar e adquirir não apenas porque revela a paixão de Aristides Duarte pela música nacional mas também porque não tardará a revelar-se como mais um dos marcos de perpetuação de uma história que continua a ter tudo para ser volátil.
03 junho 2010
04 outubro 2007
30 setembro 2007
12 outubro 2007
11 setembro 2007
Último "post" do Blog Under Review: sou um déspota salazarento. O link para o meu Blog foi apagado há menos de 3 semanas no Under Review
Aqui ao lado estão apontamentos de amigos por esse mundo fora. Vale a pena partilha-los e, mais do que isso, visitá-los. Mas há muitos mais. Vão procurando... Colocaram-me a questão do porquê desta página ter tão poucos apontamentos para blogues nacionais. Na minha perspectiva, estão aí os essenciais. Os outros, ou são irrelevantes ou são da autoria de déspotas salazarentos que não admitem opiniões distintas e se julgam os arautos da verdade. Empilhem para aí que o sótão ainda não encheu. Mas é isto a democracia, seja lá isso o que seja, num mundo em que para políticos já me bastam os que lá estão, no poder, seja ele de que tipo for.
Abraços
Bourbonese (Braga)
O homem fala de política, mas não quer política... Conheço muitos assim
Abraços
Bourbonese (Braga)
O homem fala de política, mas não quer política... Conheço muitos assim
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