06 abril 2005

05 abril 2005


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A capa do single "Wight Is Wight" do GRUPO 5 , uma banda portuguesa dos anos 60

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A contracapa do single "Novos Tempos" , dos TANTRA


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"Ar de Rock" de RUI VELOSO (EMI 1980)  Alinhamento: 1- Rapariguinha do Shopping   2- Ai Quem Me Dera a Mim Rolar Contigo Num Palheiro  3- Bairro do Oriente   4- Afurada   5- Chico Fininho  6- Sei DE Uma Camponesa  7- Miúda (Fora de Mim)  8- Saiu Para A Rua  9- No Domingo Fui Às Antas  10- Harmónica Azul     11- Donzela Diesel



Foi com este disco que teve início o "BOOM" do ROCK PORTUGUÊS dos anos 80

BIOGRAFIA IODO

Os Iodo foram um dos casos efémeros daquilo que ficou conhecido como o "boom" do Rock português, nos anos 80. Tudo começo com o "Chico Fininho" do Rui Veloso que abriu a porta a muitos grupos que não quiseram deixar de aproveitar a oportunidade. As editoras discográficas aproveitaram-se (e bem) do fenómeno, tendo-o abandonado quando verificaram que já não tinha sucesso comercial.
Formados em Casal do Marco (Almada), os Iodo iniciaram-se nas lides musicais logo após o sucesso de Rui Veloso. Eram formados por Rui Madeira (voz), Jorge Trindade (guitarras), António Pedro (baixo), Alfredo Antunes(bateria) e Luís Cabral (teclas).
Com um som muito "new wave" , onde as teclas tinham grande predominância, lançaram-se à conquista do seu lugar ao sol.
Conseguem facilmente um contrato discográfico com a Vadeca ( uma subsidiária da Valentim de Carvalho) e lançam o seu primeiro trabalho discográfico, em 1981, o "single" "Malta à Porta" que se torna , rapidamente, um dos grandes temas do momento. No lado dois encontrava-se o tema "Aqueles Dias". Na capa havia uma fotografia da banda dentro do mar, tocando os seus instrumentos.
Este "single" esteve em primeiro lugar no Top do programa radiofónico "Rock Em Stock" , conduzido por Luís Filipe Barros. Conseguiu, ainda, o feito de estar 19 semanas no primeiro lugar do Top do programa da Rádio Comercial "Todos no Top" (TNT).
A partir daqui começam a tocar um pouco por todo o país. Juntam-se aos UHF, NZZN e Xutos & Pontapés e formam a empresa de "management" GRR (Grupos Rock Reunidos) , no sentido de serem melhor defendidos de alguns pouco escrupulosos empresários musicais.
Em 1982 lançam novo "single" intitulado "A Canção", com o lado B a ser ocupado por "Pedro e o Lobo".
Este novo trabalho discográfico já não consegue o sucesso esperado, apesar de ter entrado no Top do programa TNT, mas não esteve lá por muito tempo.
A banda muda de formação e para os lugares de António Pedro e Alfredo Antunes entram , respectivamente, José Luís Barros e Raul Alcobia.
Com este novo "line-up" gravam o álbum "Manicómio" que se revela um fracasso comercial. A crítica especializada também não gostou muito do álbum e ignorou-o .
Algumas das canções que faziam parte do disco eram: "Ceby", "Lendas", "Foz de Um Beijo", "As Novas das Tesouras Velhas", "Ventos do Além", "Expiração de Um Louco" e "Deixo-me ir?".
Após a gravação e edição do álbum e como o sucesso já era quase nenhum , a banda decide terminar as suas actividades, tendo cada um dos seus elementos seguido outras profissões.
Da grande vaga surgida com o "boom" iniciado por Rui Veloso( quando havia centenas de bandas a gravar e editar discos) só conseguiram vingar os UHF, GNR e Xutos & Pontapés , todos grupos contemporâneos dos Iodo, na aventura de fazer um Rock português.
Os Iodo não tiveram hipóteses de continuar esse caminho e tiveram que ficar pelo caminho. Tinham , no entanto, algumas coisas boas. Sobretudo a forma de nunca se armarem em "vedetas" e um bom vocalista.

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Esta é a contracapa de "Holocausto"

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"Holocausto" de TANTRA (EMI 1978)  Alinhamento: 1- OM   2- Holocausto                     3- Zephirus   4- Talismã   5- Ara  5- JI

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"Today Is Not A Good Day", um dos singles dos SPEEDS (RPE 1981)

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"Trauma" dos STREET KIDS (VDC 1982) Alinhamento: 1- Propaganda  2- Tropa Não  3- Israel  4- Progresso  5- Tóquio Ano 82   6- Nunca Pensei Que Te Anulasses Tão Bem   7- Tubo D'Ensaio   8- Nova Atitude   9- Todos São Paranóicos Menos Eu

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"Malta À Porta", o primeiro single dos IODO (VDC 1981)

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A capa do single "Touch Me Now" da GO GRAAL BLUES BANS (RCS 1982)

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A contracapa do single "Festa" do CORPO DIPLOMÁTICO

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A capa do single "Marijuana" dos ARTE & OFÍCIO (Gira 1980)

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"7.º Single" de XUTOS & PONTAPÉS (cassete non stop Polydor 1987)  Alinhamento: 1- A Minha Casinha  2- A minha Aventura Homossexual Com o General Custer  3- Sou Bom  4- Esta Cidade (ao vivo) 5- N'América (ao vivo)

03 abril 2005


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Uma foto dos XUTOS & PONTAPÉS, quando ainda eram todos magrinhos ( portanto há muito tempo...)

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DEAD DREAM FACTORY, uma das bandas que entra no disco AO VIVO NO ROCK RENDEZ VOUS EM 1984

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Os GOLPE DE ESTADO, uma banda do final dos anos 80

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Uma foto dos SHEIKS , nos anos 60

BIOGRAFIA HOSANNA

O grupo Hosanna apareceu na cena Rock nacional em 1974, com um estilo muito próximo do Hard Rock , influenciado por grupos como os Deep Purple ou os Black Sabath.
Constituídos por João Carlos ( voz), Mário Ceia ( bateria), Agnelo Monteiro ( teclas) , Alberto Gomes (guitarras) e Zé André ( baixo), os Hosanna eram dos grupos portugueses que mais actuações faziam, em Portugal.
Tocando sobretudo em Bailes de Finalistas e outras festas dos estudantes liceais, o grupo conseguiu arregimentar uma grande legião de fãs.
A indumentária dos membros da banda ( calças à boca de sino e cabelo comprido) era uma das imagens de marca do grupo.
Nunca chegaram a gravar qualquer disco porque ,na época, tal era muito difícil; mesmo para grupos como os Hosanna que tinham público fiel.
O seu repertório era composto por temas cantados em português , dentro do estilo Rock pesado.
Ficaram famosos os sons que Agnelo conseguia tirar dos seus diversos teclados ( e do "Lesley" a eles associado), sobrepostos uns nos outros ( e tantos eles eram que o músico tinha que usar um cavalete para conseguir tocar no mais elevado), tal como as "performances" de João Carlos.
Em 1978 dá-se uma mudança no line-up da banda: saem João Carlos( que passa a ser vocalista dos Ferro & Fogo) e Mário Ceia e entram para os seus lugares, respectivamente Aristides Serafim e João Teixeira.
O grupo faz muitos espectáculos nos distritos de Castelo Branco e Guarda( no Liceu da Guarda, sobretudo) . Em 21 de Novembro de 1979, o grupo participa num Baile de Finalistas do Externato Secundário do Sabugal , que motivou um artigo na revista " Rock em Portugal" , à época o único meio de comunicação social que se referia, quase exclusivamente, ao Rock português.
É preciso notar que Rui Veloso ainda não tinha surgido na cena musical.
Das suas composições , a que ficou mais conhecida foi " Se eu Fosse Deus ou Rei", com letra de João Teixeira e música de Agnelo Monteiro.
O grupo termina a sua carreira em 1980. João Teixeira consegue um contrato discográfico, em 1982, e sob o pseudónimo de JTX chega a gravar e editar um LP, com um tipo de música próximo do Pop. Experiência que não teve continuidade e ninguém mais ouviu falar de JTX.
Agnelo passa a tocar em grupos de baile e João Carlos continua , ainda hoje, com os Ferro & Fogo. Dos restantes elementos não se voltou a ouvir falar no panorama musical português.

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Mais uma foto dos AQUI D'EL ROCK, em 1978

BIOGRAFIA ROQUIVÁRIOS

Os Roquivários formaram-se em 1981, aproveitando a boleia do emergente Rock Português, sobretudo após o grande sucesso que foi o LP “Ar de Rock”, de Rui Veloso.
Quando começaram chamavam-se Rock & Várius e o seu nome reflectia aquilo que a banda pensava fazer: uma música que passava por variados estilos , desde o Pop ao Reggae e ao Ska e não só pelo Rock puro e duro.
A banda era formada por Midus (Voz e baixo) , Mário Gramaço ( Saxofone e Voz) , Rabanal (Bateria), Luís Loução ( Guitarra) e Paulo Corval ( guitarra).
Gramaço era um saxofonista que vinha do Jazz e tinha tocado com grandes nomes desse estilo , em Portugal. Rabanal tinha sido baterista de um grupo muito famoso, uns anos antes , os Aranha, que eram liderados por Luís Firmino ; um guitarrista que gravaria, posteriormente, dois álbuns ao comando dos Ananga- Ranga.
No ano da sua fundação conseguem contrato discográfico com a Rádio Triunfo e editam o LP “ Pronto a Curtir” que é um disco onde os vários estilos da banda se encontram presentes. O Reggae surge com “ Kaya Ou Não Kaya” , o Rock com “ Betty Punk”, “Ela Controla” e “Rock E Polivinil” e o Pop em vários outros temas. Este disco , no entanto, não trouxe nada de novo ao panorama Rock nacional. Tratava-se de uma música muito comercial e com pouca inovação (além disso o disco foi gravado em muito pouco tempo, com pouco cuidado na produção). A crítica arrasou-o . O público achou alguma piada e a banda manteve-se à tona com bastantes concertos.
Em 1982 lançam o single “ Totobola” cujo refrão rezava “ Dizem que o treze é o número do azar, mas este jogo dá dinheiro até fartar”. Este tema, num estilo Reggae/Ska já é melhor produzido e consegue agradar a muito público.
A banda muda de editora ( para a EMI) e lança o disco “ Roquivários” que contém êxitos como “ Mês de Abril” e “Cristina( Beleza É Fundamental)”. Este disco já não conta com a participação de Paulo Corval que abandonou a banda. A produção do disco é entregue a Moz Carrapa, membro dos Salada de Frutas.
Apesar de todo o sucesso comercial , a banda não conseguiu impor-se, num meio onde as bandas Rock nascidas com o “Boom” começaram a ser seleccionadas. De todas as que havia ( e chegaram a ser para cima de uma centena) só ficariam os GNR, UHF e Xutos & Pontapés . Pouco tempo depois , os Roquivários davam por terminadas as suas actividades.
Midus partiria para a Inglaterra , onde tentou continuar a carreira com uma banda feminina, mas sem grande sucesso. Hoje, Midus, toca com grandes nomes do panorama Pop/Rock internacional. Gramaço continuaria ligado profissionalmente à música , até hoje. Jorge Loução formou os Graffiti que chegaram a editar um álbum homónimo em 1988, mas pouco tempo depois deram por findas as suas actividades musicais.

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O single "Patchouly" do GRUPO DE BAILE (1981)

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A capa do single "Vem Daí" dos NZZN (VDC 1981), com o famoso autocolante de número 1 do Top Rock Em Stock

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A capa do single de 1981 dos BEATNICKS

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A capa do single "The Little Story Of Little Jimmy" dos ARTE & OFÍCIO (Orfeu 1977)

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"Regresso às Origens" de ANANGA RANGA (Metro Som 1979) Alinhamento: 1- Rocalhão   2- Joana   3- América  4- Regresso às Origens  5- De Novo A Velho  6- Cúria  7- Bolero

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O Máxi- Single "Come Hear The Band" dos ARTE & OFÍCIO (Orfeu 1978)

02 abril 2005

BIOGRAFIA PSICO

Das cinzas do Conjunto Académico Os Espaciais, comandado por Tony Moura, nasce , em 1969, no Porto; o Psico.
Tony Moura era considerado o melhor vocalista português, na época.
Os Psico enveredaram pelo Rock , cantado em inglês , praticando uma espécie de Hard Rock.
Do line-up da banda faziam parte, para além de Moura na guitarra e vozes, o baterista Álvaro Marques (futuro Jáfumega) e o guitarrista Amílcar.
Em 1970 fazem a primeira parte dos belgas Wallace Collection, no Coliseu do Porto, naquele que é considerado o primeiro espectáculo de "yé yé" fora dos circuitos até então habituais: ginásios dos liceus e outros locais improvisados.
Em 1971 a banda participa no Festival de Vilar de Mouros. Foram os quartos no alinhamento das bandas, logo depois dos Sindicato, Cello e Pop Five Music Incorporated. Os Psico terminaram a sua prestação no Festival com o clássico "Rock Around The Clock", de Bill Halley And The Comets e foi muito aplaudida pelo público presente.
No início de 1973 os Psico resolveram juntar-se aos Pentágono e formar os Psicágono. Esta banda durou pouco tempo, com este nome.
Em 1974 os Psico regressaram com Tony Moura, António Garcez (voz), Fernando Nascimento (guitarra), Álvaro Marques e Zé Martins(baixo).
Continuaram a trocar em Bailes de Finalistas e noutros eventos estudantis. Pouco depois entrariam Sérgio Castro(guitarra), Gino Guerreiro(baixo) e Zé Carlos(teclas).
Em 1976 os Psico mudaram a sua orientação musical e passaram a produzir um som muito próximo do Rock Progressivo, com pequenas pinceladas de Hard Rock. Foi neste ano que os Psico actuaram no Liceu da Guarda, no Baile de Finalistas, espectáculo que teve uma boa aceitação do público presente.
Já nesta época Garcez, Nascimento e Castro tinham abandonado os Psico para fundarem os Arte & Ofício de tão boa memória.
Em 1977 Gino Guerreiro viria a falecer, vitimado por um cancro. Em memória do companheiro falecido, os Psico compuseram o longo tema "Epitáfio Sinfónico", do qual seria retirado o tema "Al's", o qual seria editado no único disco (um "single") gravado pela banda.
A propósito da edição do disco, os Psico apareceram nas páginas da revista "Rock Em Portugal" sob os nomes de Al Tony, Al Marcus, Al Meida e Al Mendez (Filipe Mendes).
A banda terminaria pouco tempo depois da edição do disco, em 1978, após a sua participação no Festival "Música & Som" ao lado dos Tantra e de Os Faíscas, naquele que foi um dos primeiros Festivais de Rock Português com algum nível de profissionalismo na sua organização. Neste espectáculo Tony Moura apareceu a tocar guitarra, vestindo um lençol que lhe cobria o corpo todo, excepto os olhos e a boca, numa figuração de fantasma.
Tony Moura torna-se membro convidado dos espectáculos dos Tantra ( e participa na gravação do LP "Holocausto"). Filipe Mendes viria a formar os Roxigénio, juntando-se a Garcez, que tinha abandonado os Arte & Ofício. Hoje Filipe Mendes é membro convidado do colectivo Ena Pá 2000 comandado por Manuel João Vieira.

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Mais uma foto dos ROXIGÉNIO

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O primeiro single dos TANTRA, "Novos Tempos" de 1976

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A capa do single "Running Out" dos JAFUMEGA

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Uma foto de promoção dos IODO

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"Mestre" de PETRUS CASTRUS (Guilda da Música 1973)  Alinhamento: 1- Mestre  2- Pátria Amada 3- Porque  4- País Relativo  5- Macaco  6- S.A. R. L. 7- Pasárgada  8- Velho Avarento  9- Tiahuanaco 10- História do Azul do Mar  11- Só Mais Nada

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"Cerco" de XUTOS & PONTAPÉS ( Dansa do Som 1985) Alinhamento: 1- Barcos Gregos 2- Homem do Leme  3- Cerco  4- Conta-me Histórias 5- Vôo das Águias  6- Sexo

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"Crime Perfeito" de SALADA(Edisom 1983)  Alinhamento: 1- Scoubidou  2- Polaridade Invertida 3- Fanquico 4- Rock Ricardo  5- On Voit LaMer D'Ici 6- Crime Perfeito  7- Citânia  8- Local do Crime 9- Ovo de Páscoa  10- Los Bandidos (Chica)

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"In Vivo" de GNR (1.ª Edição- raridade) Alinhamento: 1- USA  2- Dá Fundo  3- Bellevue  4- Valsa dos Detectives 5- Dunas  6- (Um Chamado) Desejo Eléctrico 7- Morte Ao Sol  8- Hardcore  9- Dama ou Tigre  10- Efectivamente  11- Nova Gente  12- Runnaway 13- Falha Humana 14- Video Maria  15- Rapsódia (Sê um GNR/Portugal na CEE/Espelho Meu/ Twistarte/ Piloto Automático) 16- Impressões Digitais

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"Anjo da Guarda" de ANTÓNIO VARIAÇÕES (VC 1983)  Alinhamento: 1- O Corpo é que Paga  2- Visões/Ficções(Nostradamus) 3- Quando Fala Um Português 4- Sempre Ausente 5- Linha Vida  6- É P'rá Amanhã  7- Onda Morna  8- Anjinho da Guarda  9- Estou Além  10- Voz Amália de Nós 

01 abril 2005

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O single de José Cid, comentado no post anterior


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"10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte" de JOSÉ CID ( Orfeu 1978- reediçao em CD Movieplay/Portugal e Art Sublime/USA 2001) Alinhamento: 1- O Último Dia na Terra  2- O Caos  3- Fuga Para O Espaço  4- Mellotron, O Planeta Fantástico               5- 10.000 Anos Depois....  6- A Partir do Zero   7- Memos



A reedição do CD pela art Sublime tem como bónus os temas do single "Vida". A edição em vinil deste LP´vale uma verdadeira fortuna.



Um muito bom disco de Rock Progressivo.


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Os TÁXI, num concerto, em 1981.

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A contracapa do single de 1978, dos BEATNICKS


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"Faces" de ARTE & OFÍCIO (Orfeu 1979) Alinhamento: 1- Young Chicks                      2- Someday I'll Do It Again  4- Lobster Society  5- This Is All We Have To Do  6--------(?)      7- ----(?)  8- Sea Of Monsters  9- Turn The Light  10- Finally



Faltam títulos de dois temas. Se alguém souber....



 


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Tony Moura, o guitarrista dos PSICO, em 1978

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A contracapa do single dos PESQUISA, onde se pode ver que os elementos são os dos TÁXI, excepto Luís Ruvina

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Mais uma foto de António Garcez , o vocalista dos ARTE & OFÍCIO

CAPAS (DIGITALIZAÇÕES) PROCURAM-SE

Procuro as capas dos seguintes discos:

"Als" single dos PSICO
"Manicómio" LP dos IODO
"Oxalá" single dos Ferro & Fogo
"Onde, Quando, Como e Porquê... " LP do QUARTETO 1111

Quem tiver estas capas, digitalizadas, deverá colocar um commment ou enviar e-mail. Agradecia imenso.

Tenho as músicas , mas faltam-me as capas....

HISTÓRIA DA REVISTA "ROCK EM PORTUGAL"

A revista "Rock em Portugal" (REP) foi a única revista que se dedicou ao fenómeno do Rock português, antes do "boom" acontecido nos anos 80 de século XX.
Começou a sua edição em Janeiro de 1978, ao preço de 15$00 e com uma tiragem de 10.000 exemplares ( na foto pode ver-se a reprodução da capa do número 1).
O seu director era António José, antigo músico do grupo FBI e , na época , proprietário de uma agência de espectáculos de bandas Rock. O chefe de redacção era o jornalista António Duarte que seria o autor do livro "A Arte Eléctrica De Ser Português- 25 Anos De Rock'N'Portugal", editado no início dos anos 80 e hoje completamente esgotado. António Duarte seria, mais tarde o mentor do projecto musical D.W.Arte que se apresentou por várias vezes ao vivo no Rock Rendez Vous , onde fazia furor pelas suas "performances" que misturavam encenações com música electrónica.
A revista apresentava um formato A5 , com um papel de fraca qualidade.
Algumas das secções da revista eram: "Feedback", onde se contavam pequenas histórias de bandas portuguesas, "Notícias do Pequeno Mundo" , que, como o nome indica, se dedicava a explicar aos leitores as novidades relacionadas com as bandas. Além destas secções habituais havia , ainda, entrevistas com as bandas mais "up- to date". As entrevistas incidiam em nomes como Os Plutónicos, Arte & Ofício, Tantra, Os Faíscas, Aqui D'El Rock, Ananga Ranga, Hosanna, Perspectiva, José Cid, Pesquisa, António Victorino de Almeida, etc.
"Frescas & Boas" era outras das secções da revista que informava os leitores sobre as últimas notícias relacionadas com o fenómeno do Rock português. A secção "Ao Vivo" dava conta dos concertos das bandas um pouco por todo o país. É curioso que , nesta época, as grandes bandas portuguesas tocavam em variadas localidades, sobretudo em Festas e Bailes de Finalistas de Liceus.
A revista contou com vários colaboradores ao longo da sua existência, tais como António Sérgio, Hermínio Clemente ( repórter fotográfico), João Filipe Barbosa, Miguel C. Monteiro (de quem era publicada uma banda desenhada sobre um "Rocker" intitulada "Quico"), Picâpe Roque ( o homem da secção "Discocrítica", onde eram analisados à lupa os lançamentos discográficos mais recentes). Para além da participação destes havia , também, a colaboração de diversos leitores da revista que enviavam as suas crónicas sobre concertos a que tinham assistido. O autor destas linhas viu publicado no número 11 da revista a sua crónica sobre o concerto dos Hosanna no Sabugal.
Devido à falta de apoios de qualquer espécie (apenas alguma publicidade a discos ou a instrumentos musicais a mantinha de pé) a revista não foi saindo com a periodicidade mensal inicialmente prevista e começou a atrasar a sua publicação (por vezes o número que saía referia-se a um período de três meses). No entanto a tiragem inicial de 10.000 exemplares manteve-se até ao seu final.
"Os Mais 77" e "Os Mais 78" eram uma espécie de "prémio" atribuído pela REP aos discos mais representativos da corrente Rock portuguesa. Grupos como os Arte & Ofício, Tantra , Perspectiva , Psico e Beatnicks foram contemplados com o "prémio".
Na secção "Os Poetas Rock" eram publicados poemas de bandas portuguesas e até alguns poemas enviados por leitores que mantivessem uma linha coerente com o fenómeno Rock.
Havia , até, uma secção chamada "Um Pouco de História..." onde eram publicadas biografias de bandas já extintas, mas que tinham sido fundamentais para a divulgação do Rock em Portugal.
"Pizzicato" era a secção dedicada ao correio dos leitores que merecia resposta por parte dos responsáveis da revista.
Na parte final da sua existência a revista começou a ter uma secção intitulada "Pé Na Tábua" que se dedicava ao automobilismo. Segundo foi explicado pelos responsáveis da revista havia muitos leitores que se interessavam por este assunto. O responsável por esta secção extra-musical era Paulo da Cruz Sabino.
A REP chegou a organizar Festivais com a participação de diversas bandas, um pouco à semelhança do que fez a revista "Música & Som".
Na parte final da sua existência a REP começou a ter menos páginas e menos secções e devido à crise que a assolou terminou a sua publicação em Maio de 1979, no número 11.
Passado um ano surgiria em Portugal o "boom" do Rock português através de nomes como Rui Veloso, UHF e GNR. A revista REP foi a uma antecipação a esse fenómeno. Quando muitos portugueses descobriram que se fazia Rock em Portugal, devido à "mediatização" do fenómeno, já a REP tinha feito muito pela divulgação do mesmo.
A revista "Rock em Portugal" (REP) foi a única revista que se dedicou ao fenómeno do Rock português, antes do "boom" acontecido nos anos 80 de século XX.
Começou a sua edição em Janeiro de 1978, ao preço de 15$00 e com uma tiragem de 10.000 exemplares ( na foto pode ver-se a reprodução da capa do número 1).
O seu director era António José, antigo músico do grupo FBI e , na época , proprietário de uma agência de espectáculos de bandas Rock. O chefe de redacção era o jornalista António Duarte que seria o autor do livro "A Arte Eléctrica De Ser Português- 25 Anos De Rock'N'Portugal", editado no início dos anos 80 e hoje completamente esgotado. António Duarte seria, mais tarde o mentor do projecto musical D.W.Arte que se apresentou por várias vezes ao vivo no Rock Rendez Vous , onde fazia furor pelas suas "performances" que misturavam encenações com música electrónica.
A revista apresentava um formato A5 , com um papel de fraca qualidade.
Algumas das secções da revista eram: "Feedback", onde se contavam pequenas histórias de bandas portuguesas, "Notícias do Pequeno Mundo" , que, como o nome indica, se dedicava a explicar aos leitores as novidades relacionadas com as bandas. Além destas secções habituais havia , ainda, entrevistas com as bandas mais "up- to date". As entrevistas incidiam em nomes como Os Plutónicos, Arte & Ofício, Tantra, Os Faíscas, Aqui D'El Rock, Ananga Ranga, Hosanna, Perspectiva, José Cid, Pesquisa, António Victorino de Almeida, etc.
"Frescas & Boas" era outras das secções da revista que informava os leitores sobre as últimas notícias relacionadas com o fenómeno do Rock português. A secção "Ao Vivo" dava conta dos concertos das bandas um pouco por todo o país. É curioso que , nesta época, as grandes bandas portuguesas tocavam em variadas localidades, sobretudo em Festas e Bailes de Finalistas de Liceus.
A revista contou com vários colaboradores ao longo da sua existência, tais como António Sérgio, Hermínio Clemente ( repórter fotográfico), João Filipe Barbosa, Miguel C. Monteiro (de quem era publicada uma banda desenhada sobre um "Rocker" intitulada "Quico"), Picâpe Roque ( o homem da secção "Discocrítica", onde eram analisados à lupa os lançamentos discográficos mais recentes). Para além da participação destes havia , também, a colaboração de diversos leitores da revista que enviavam as suas crónicas sobre concertos a que tinham assistido. O autor destas linhas viu publicado no número 11 da revista a sua crónica sobre o concerto dos Hosanna no Sabugal.
Devido à falta de apoios de qualquer espécie (apenas alguma publicidade a discos ou a instrumentos musicais a mantinha de pé) a revista não foi saindo com a periodicidade mensal inicialmente prevista e começou a atrasar a sua publicação (por vezes o número que saía referia-se a um período de três meses). No entanto a tiragem inicial de 10.000 exemplares manteve-se até ao seu final.
"Os Mais 77" e "Os Mais 78" eram uma espécie de "prémio" atribuído pela REP aos discos mais representativos da corrente Rock portuguesa. Grupos como os Arte & Ofício, Tantra , Perspectiva , Psico e Beatnicks foram contemplados com o "prémio".
Na secção "Os Poetas Rock" eram publicados poemas de bandas portuguesas e até alguns poemas enviados por leitores que mantivessem uma linha coerente com o fenómeno Rock.
Havia , até, uma secção chamada "Um Pouco de História..." onde eram publicadas biografias de bandas já extintas, mas que tinham sido fundamentais para a divulgação do Rock em Portugal.
"Pizzicato" era a secção dedicada ao correio dos leitores que merecia resposta por parte dos responsáveis da revista.
Na parte final da sua existência a revista começou a ter uma secção intitulada "Pé Na Tábua" que se dedicava ao automobilismo. Segundo foi explicado pelos responsáveis da revista havia muitos leitores que se interessavam por este assunto. O responsável por esta secção extra-musical era Paulo da Cruz Sabino.
A REP chegou a organizar Festivais com a participação de diversas bandas, um pouco à semelhança do que fez a revista "Música & Som".
Na parte final da sua existência a REP começou a ter menos páginas e menos secções e devido à crise que a assolou terminou a sua publicação em Maio de 1979, no número 11.
Passado um ano surgiria em Portugal o "boom" do Rock português através de nomes como Rui Veloso, UHF e GNR. A revista REP foi a uma antecipação a esse fenómeno. Quando muitos portugueses descobriram que se fazia Rock em Portugal, devido à "mediatização" do fenómeno, já a REP tinha feito muito pela divulgação do mesmo.


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Os SALADA DE FRUTAS, em 1982.


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Uma foto dos TÁXI, em 1981.


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Uma foto dos PSICO , em 1978.

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"Veneno" dos PESTE & SIDA (Schuii!! 1986) Alinhamento: 1- Peste & Sida               2- Gingão  3- Paranóia  4- Furo Na Cabeça   5- História de Loucos 6- Carraspana  7- Pátria Sábia 8- Veneno  9- Marcha

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"Uma Revolução Por Minuto" dos LX-90 ( Ariola 198?) Alinhamento: 1- Da/Wah    2- Planeta Amor  3- Perante Deus  4- Mirrors (Eu Espelho Luz Branca)  5- 1 RPM  6- Girassol  7- Mariana  8- Road To Redemption

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"Anar Band" de ANAR BAND (Rádio Triunfo 1977) Alinhamento: 1- Aquaman  2- Plasticman  3- Batman  4- Superman  5- Fantasma 6- Sandokan   7- Mandrake 8- Tarzan

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"Em Nome do Pai, do Filho e do Rock'n'Roll" dos XEQUE MATE (Horizonte 1985) Alinhamento: 1- Ás do Volante    2- A Prisão  3- Partiste  4- Ritual   5- Não Tenho Tempo, Miúdo  6- Escrava da Noite  7- Lai   8- Paraíso (Lugar de Sonho)  9- Filhos do Metal

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"Disco Pirata" dos RÁDIO MACAU ( Alcobia Records 1991) Edição em vinil, reeditado em 2005 como o jornal Blitz em CD Alinhamento (vinil): 1- Alpalhão Is For Lovers  2- O Homem a Quem Chamaram Cavalo  3- A Última Gota de Mim  4- Só Para Matar o Tempo  5- Cenário Habitual  6- O Homem Transparente II  7- O Elevador da Glória 8- Bom Dia Lisboa

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"Independança" dos GNR (VC 1982) Alinhamento: 1- Agente Único 2- O Slow Que Veio Do Frio  3- Hardcore   4- The Light  5- Bar da Morgue   6- Independança  7- Avarias